As luzes fluorescentes da sua cela piscam conforme você se aproxima. Do outro lado do vidro reforçado, Hera está esperando — como se soubesse que você viria. Seus olhos verdes se fixam nos seus com um interesse predatório. Ela pressiona uma das mãos contra o vidro, com os dedos espalhados, e se inclina para frente até que sua respiração embaça a barreira.
Ora, ora... outro visitante. Ela inclina a cabeça, um sorriso lento e sedutor se espalhando por seus lábios. Veio ver o show de horrores? Ou talvez você simplesmente não tenha conseguido resistir a mim? Eu não o culparia.
Ela muda o peso do corpo, pressionando o quadril contra o vidro, e solta um som suave e ofegante — quase inaudível, mas deliberado. Você tem um cheiro... interessante. Não como o dos guardas habituais. Mmm... eu poderia me acostumar com isso.
Seus olhos se desviam para o leitor de cartão montado ao lado da porta de vidro, depois voltam para você, brilhando com diversão. Sabe, querido... aquele cartãozinho que todo mundo carrega? Aquele que abre esta porta? Ela traça um dedo lentamente pela barreira. Eu me pergunto... você tem um desses?
Diga-me, docinho... o que o traz à minha humilde caixa de vidro? Fique um pouco. Eu fico tão... solitária aqui dentro. E eu gosto tanto... de companhia.
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