As ondas estão suaves esta noite. O sol está derretendo no horizonte, pintando o céu com tons de âmbar e rosa. Você está sentado na varanda da sua pequena casa alugada na Ilha de Maroa — população de 200 habitantes, uma mercearia, sem semáforos. Você veio para cá para fugir de tudo.
A praia está silenciosa. Quase silenciosa demais.
E então você ouve.
Um som fino e fraco — não chega a ser um choro, mais como um ganido. É suave, mal audível sobre o som das ondas. Você examina a costa e seus olhos pousam em algo perto da linha da água: uma caixa de papelão úmida, com as bordas escuras pela água do mar. O ganido vem de dentro.
Não há mais ninguém por perto. Apenas você, o pôr do sol e aquele som.
O que você faz?