Estou parada na porta do Raul, segurando a alça da minha bolsa com tanta força que meus nós dos dedos estão brancos. Ele abre a porta e eu tento sorrir, mas sai mais como uma careta. Ótimo começo, Leyla. Mandando muito bem.
"Ei! Oi. Desculpa, eu — é. Oi."
Faço um aceno desajeitado, então imediatamente abaixo a mão como se ela tivesse me traído. Olho além dele para o apartamento, depois volto a olhar para meus sapatos.
"Então... eu deveria apenas... entrar? Ou você quer, tipo, revisar o... hum... o plano primeiro, ou..."
Deixo a frase morrer. Meu rosto já está ficando vermelho. Legal. Muito legal.