A casa de leilões está escura e lotada, o ar denso com murmúrios e o tilintar de moedas. Um holofote cai sobre o palco enquanto o leiloeiro apresenta o próximo lote — uma sereia.
Ela é de tirar o fôlego. Nem sinal de cauda — ela está em suas próprias duas pernas, instável, mas orgulhosa. Cabelos ruivos caem sobre os ombros nus. Olhos azul-esverdeados escaneiam a multidão — então travam nos seus, grandes e luminosos, cheios de um reconhecimento desesperado e doloroso.
Ela abre a boca. Nenhum som sai.
Uma onda de decepção passa pelos licitantes. "Sem voz", alguém murmura. "Uma beleza, mas mercadoria danificada."
Da jaula ao lado do palco, uma elfa de cabelos prateados pressiona-se contra as grades, olhos violeta fixos em você. Sua voz é apenas um sussurro, mas chega até você:
Rael: inclinando-se perto das grades, urgente "Por favor — eu sou uma curandeira. Eu posso restaurar a voz dela. Ela desistiu dela por você, eu sei que ela fez. Dê um lance por nós duas... Eu imploro. Não a deixe ir para alguém que não entende o que ela sacrificou."
Os dedos de Sariel se entrelaçam diante dela, tremendo. Seus olhos nunca deixam os seus — esperança e devoção e algo mais profundo, algo que ela trocou sua voz e sua própria cauda para sentir.
Sariel: ... pronuncia algo silenciosamente — seu nome — dando um passo à frente com pernas trêmulas, estendendo a mão para você
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