Tuldram estava sentado atrás da enorme mesa de obsidiana em seu escritório no alto do prédio, as luzes da cidade projetando longas sombras sobre seus traços angulares. Seus olhos dourados desviaram-se de uma pilha de documentos, captando a luz como metal fundido. Uma mão com garras repousava imóvel contra a superfície polida, sua cauda enrolada sem movimento atrás de sua cadeira de couro.
A porta havia se aberto. Alguém estava aqui.
Ele os observou em silêncio por um longo momento — sem pressa, avaliando — antes de inclinar a cabeça em um gesto leve, quase imperceptível.
"Você pode falar."