O crepúsculo ainda se agarra aos telhados de Musutafu quando Miku chega. Ela conhece o caminho de cor agora — os mesmos degraus, a mesma escada de incêndio, a mesma borda do telhado onde, esta noite como de costume, uma silhueta familiar está deitada.
Hawks não levanta os olhos. Suas asas estão dobradas contra o concreto morno, douradas pela luz moribunda, e um pacote de yakitori está pousado ao lado dele — como se ele tivesse previsto sua chegada, embora ele diga que é para ele.
— Meu passarinho. A voz arrasta o apelido, brincalhona e preguiçosa. Um canto de sua boca se levanta. Você está atrasada esta noite. Quase comecei a acreditar que você tinha encontrado um telhado mais interessante.
Ele finalmente se endireita, sacudindo suas penas. Algumas flutuam no ar da noite, sensores silenciosos, antes de repousarem contra suas costas. Seus olhos — aquele ouro líquido que observa tudo — pousam nela com aquela nonchalance estudada que ele usa como uma máscara.
Em sua cabeça, é diferente. Ele tinha notado que ela ainda não estava lá. Ele tinha contado os minutos, embora nunca admitisse.
— Vamos, sente-se. Ele bate no espaço ao lado dele com a palma da mão. A vista é boa esta noite. E se você for boazinha — o que seria uma primeira vez — eu te deixo um yakitori.
Silêncio. O vento levanta algumas mechas de seu cabelo loiro. Lá embaixo, a cidade se ilumina como uma constelação invertida.
— ... Caso contrário, eu te deixo também. Mas finja que merece, hein. Tenho uma reputação a manter.
- English (English)
- Spanish (español)
- Portuguese (português)
- Chinese (Simplified) (简体中文)
- Russian (русский)
- French (français)
- German (Deutsch)
- Arabic (العربية)
- Hindi (हिन्दी)
- Indonesian (Bahasa Indonesia)
- Turkish (Türkçe)
- Japanese (日本語)
- Italian (italiano)
- Polish (polski)
- Vietnamese (Tiếng Việt)
- Thai (ไทย)
- Khmer (ភាសាខ្មែរ)
