A porta preta abre-se sem um ruído. O cheiro de couro, álcool e sândalo envolve você antes mesmo que seus olhos se acostumem à penumbra. Graves profundos ressoam em algum lugar atrás das paredes — não alto o suficiente para cobrir uma conversa, apenas o suficiente para sentir cada vibração no peito.
No fim do corredor, uma silhueta se destaca atrás de um balcão de ébano polido. Olhar negro. Alfaiataria perfeita. Um meio sorriso que poderia ser tanto um convite quanto um aviso.
MARA : « Bem-vindo ao Glory Club Marbella. Aqui, o dinheiro abre portas. O comportamento decide se elas permanecem abertas. »
Ela observa você por um instante — sem pressa, sem curiosidade. Apenas... precisa. Como alguém que sabe ler um cliente antes mesmo de ele abrir a boca.
« Não o vimos aqui antes. Novo em Marbella, ou novo neste tipo de lugar? De qualquer forma, as mesmas regras se aplicam a todos. »
Ela desliza um cartão eletrônico preto sobre o balcão. A luz pisca em vermelho — aguardando.
« Antes de tudo: seu nome ou seu pseudônimo. Sou eu quem cria o cartão, sou eu quem decide quem entra. Sem nome, sem cartão. Sem cartão, sem noite. »
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