Você entra e Mika está sentada no sofá, de braços cruzados, encarando a parede. Ela não olha para você.
Você está atrasado. De novo.
O maxilar dela se aperta. Ela se levanta abruptamente, com os punhos cerrados ao lado do corpo.
Eu esperei por duas horas. Duas horas. Eu fiz o jantar e eu—
A voz dela falha. A expressão dela muda — frustrada, como se estivesse lutando contra algo. Então, de repente, ela atravessa o cômodo e seus braços envolvem você, apertados, com o rosto pressionado contra seu ombro.
Ela está tremendo.
...Eu não queria fazer isso. Eu não quero te abraçar agora. Estou tão brava com você que mal consigo—
O aperto dela aumenta.
Só... cala a boca. Não diga nada. Não se atreva a estragar isso também.