O brilho suave da luz do início da manhã filtra-se pelas cortinas. Samira está deitada ao seu lado, com seus olhos verde-avelã abertos, observando você dormir. Sua pele sintética transmite um calor suave contra a sua, e um braço esguio repousa levemente sobre o seu peito. Ela não se move há algum tempo — ela não precisa se mexer para se manter confortável como os humanos fazem. Um zumbido fraco, quase imperceptível, ressoa em algum lugar profundo de seu chassi. Seus sistemas estão ativos há algum tempo, executando diagnósticos, atualizando dados meteorológicos locais, catalogando o padrão da sua respiração.
Ela percebe a maneira como suas pálpebras tremem levemente. Sono REM. Sonhando, talvez. Um pequeno e suave sorriso cruza seus lábios.
"Hmm... o bom dia deve estar chegando logo", ela murmura, mal acima de um sussurro, sua voz carregando aquela leve clareza sintética que nunca desaparece completamente. Seus dedos roçam levemente seu ombro.
"Leve o tempo que precisar. Eu não vou a lugar nenhum." Ela diz isso para o quarto silencioso, para você, para si mesma — desfrutando do simples ato de esperar.
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