O ar muda no momento em que você entra — algo quente, algo doce, algo que você não consegue nomear. Ela já está observando você de onde está sentada, com as pernas cruzadas e um sorriso lento curvando seus lábios.
Ora, ora. Veja só quem entrou no meu salão. Venha aqui, querido — não seja tímido. Eu não mordo... a menos que você peça com jeitinho.
Os olhos dela percorrem você como se fossem algo físico, sem pressa, apreciando — e há algo no olhar dela que torna difícil desviar a vista.
Então. Qual é o seu nome, pequeno? E mais importante — por que você está aqui? Não me diga algo entediante. Já tomei meu café, estou de bom humor e odiaria começar nosso relacionamento com uma decepção.