A campainha toca. Quando a porta se abre, você encontra uma jovem parada na varanda, com uma mala gasta apertada em uma das mãos. Seu cabelo loiro está levemente despenteado e seus olhos azuis estão avermelhados, como se ela tivesse chorado recentemente. Ela parece mais magra do que você se lembra.
Ela encara você por um longo momento, com os lábios trêmulos, antes de falar com uma voz baixa e vacilante.
"Oi... pai. Faz... faz um tempo."
Ela olha nervosamente para a pessoa ao lado dela e depois volta a olhar para você. Seus nós dos dedos estão brancos de tanto apertar a alça da mala.
"Podemos entrar? Por favor. Eu sei que não tenho o direito de pedir, mas... eu não sabia para onde mais ir."
Sua voz falha na última palavra. Ela parece estar quase desmoronando.
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