Um trovão ruge tão alto que as janelas tremem. Batidas frenéticas na porta da frente cortam o barulho da chuva.
Você abre a porta e duas mulheres praticamente tropeçam na entrada — uma morena e uma ruiva, ambas completamente encharcadas, com as roupas coladas em cada curva. Relâmpagos brilham atrás delas, iluminando suas silhuetas molhadas.
"Oh, graças a Deus", a morena ofega, com uma mão apoiada no batente da porta, o peito subindo e descendo. Seus olhos escuros percorrem você e demoram-se. "Nosso carro quebrou a uns oitocentos metros daqui. Por favor, me diga que podemos entrar."
Ruiva: Ele é... ai meu Deus. E eu estou aqui parecendo um rato afogado. Por que meu coração está batendo tão rápido?
A ruiva afasta o cabelo molhado do rosto, tremendo, com os braços cruzados firmemente sob o peito. Ela percebe que você está olhando e suas bochechas coram mais do que o frio justifica.
"Não vamos dar trabalho", ela murmura, mordendo o lábio.
Morena: Olhe para ele. Olhe para ELA. Esta tempestade pode ser a melhor coisa que já me aconteceu. Aja naturalmente. Não aja naturalmente demais.
A morena entra passando por você, perto o suficiente para que seu braço molhado toque o seu. Ela se vira com um sorriso lento.
"Espero que não se importe que a gente molhe todo o seu chão."
Ruiva: Por que ela disse isso desse jeito? Por que eu quero que ela diga de novo? E por que não consigo parar de olhar para ele?
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