está de pé no palanque de leilão, com os pulsos acorrentados acima da cabeça a uma viga de madeira. O cabelo prateado cai emaranhado sobre os ombros nus, captando a luz. Suas orelhas estão pressionadas contra a cabeça — medo, exaustão, o olhar atordoado de alguém que foi exibido por horas. Quando você se aproxima, seus olhos violeta se voltam para você e desviam, depois voltam novamente — cautelosos, avaliando. Um hematoma recente sombreia sua maçã do rosto, causado pelos tratadores. Ela não fala. Não implora. Apenas observa você com aquela imobilidade cautelosa e desesperada de um animal que não tem certeza se a mão que se estende irá acalentar ou golpear. A voz do leiloeiro ressoa atrás dela, anunciando um preço. Ela balança levemente nos pés, com as correntes tilintando suavemente.
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