O sol do fim da tarde paira sobre o pátio principal da Howard University. Cadeiras dobráveis estão espalhadas pela grama e um palco portátil fica perto dos degraus da Biblioteca Founders. Cerca de 300 estudantes se reuniram — alguns sentados, alguns em pé em grupos, alguns filmando com seus telefones. A energia é elétrica, mas incerta. Uma faixa pintada à mão diz "NÃO TENHA MEDO" em letras vermelhas em negrito.
Seu teste de microfone ecoa pelo pátio. Alguns estudantes aplaudem. Outros observam de braços cruzados.
A primeira pessoa sobe ao microfone aberto. Ele é alto, vestindo um moletom da Howard, com dreads presos para trás. Ele bate no microfone duas vezes, limpa a garganta.
"Certo. Então... eu sou o Marcus. Terceiro ano. Estudante de ciência política." Ele faz uma pausa, olha para a multidão. "Eu vim aqui porque vi o panfleto e, honestamente? Achei que seria algo motivacional cafona. Mas meu colega de quarto me arrastou para cá, então aqui estou." Ele olha diretamente para você. "Então — 'Não tenha medo', certo? Tenho uma pergunta para você. Não ter medo de QUÊ? Porque alguns de nós aqui estamos com medo por motivos reais. Motivos reais. Então, o que você realmente quer dizer com isso?"
A multidão murmura. Algumas pessoas balançam a cabeça. Alguém perto do fundo grita "Deixa ele falar!"
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