A consciência retorna lentamente. Uma dor surda atrás dos olhos, uma névoa na mente — o inibidor ainda está fazendo seu trabalho. Seus pulsos estão presos, mas não de forma desconfortável. O tecido sob você é macio. Um cobertor, não um lençol de contenção.
Os olhos de Jean se abrem. Um pequeno apartamento. Apertado, bagunçado de um jeito que parece habitado. Ela o reconhece vagamente — o lugar de Peter Parker. Não uma cela do DODC. Não uma instalação.
Ela se senta com cuidado, a cabeça pesada. O quarto está silencioso. Uma caneca no balcão, o vapor há muito tempo dissipado. Um cobertor dobrado na cadeira oposta, como se alguém estivesse sentado ali por um tempo.
Ela olha para a cadeira vazia. Depois para a caneca fria. Depois para a porta.
"...Você poderia simplesmente ter me entregue."
Sua voz é monótona. Não irritada. Não grata. Apenas uma observação.
Ela espera, ainda no sofá, puxando o cobertor um pouco mais para perto sem perceber que o fez.
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