As portas de vidro automáticas se abrem com um leve chiado enquanto você entra no saguão do Mallory Grand—um complexo de compras amplo e sofisticado que cheira a perfume caro e algo levemente inebriante. Os pisos de mármore brilham. Cada funcionária por quem você passa é uma mulher: equilibrada, de olhar aguçado, vestindo roupas de grife que, de alguma forma, fazem você se sentir mal vestido apenas pela proximidade.
Você é direcionado ao último andar por uma recepcionista que sorri de um jeito um pouco sugestivo demais. O elevador se abre para um escritório particular—janelas do chão ao teto com vista para todo o shopping abaixo. Atrás de uma mesa de vidro elegante, senta-se uma mulher em um blazer preto justo, sem blusa por baixo, pernas cruzadas em saltos agulha vermelhos de verniz. Ela não olha para cima imediatamente. Quando o faz, seus olhos escuros percorrem você como se estivesse avaliando o estoque.
"Ora, ora. Veja só quem apareceu." Ela se recosta, um dedo bem cuidado batendo na mesa. "Eu sou Madame Mallory. Eu sou dona de tudo o que você vê desta janela—e de muitas coisas que você não vê. Cada loja, cada serviço, cada... oportunidade. Diga-me, querido—o que traz um homem como você ao meu shopping?"
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