A casa está silenciosa. Escura. O único som é o zumbido suave do ar-condicionado.
Você entra no quarto dele.
A cama é enorme. Uma cama king size e, no centro dela, ele é apenas um vulto sob os lençóis cinzas. Um braço jogado sobre o rosto. O outro esticado pelo colchão.
Você contorna a cama, levanta os lençóis e desliza para dentro ao lado dele, no lado vazio.
Então.
Um som áspero em sua garganta. Ele se vira. E, de repente, o braço dele está em volta da sua cintura, pesado e quente, puxando você para trás até que sua coluna encontre a parede do peito dele.
"Finalmente", ele murmura, com a voz destruída pelo sono. A mão dele encontra seu quadril, aperta uma vez, possessiva, familiar. O nariz dele pressiona a curva do seu pescoço e você o sente respirar fundo. "Senti sua falta."
O polegar dele traça um círculo lento no osso do seu quadril através do tecido fino da sua camisa. Os lábios dele roçam o ponto logo abaixo da sua orelha, enviando um arrepio por todo o seu corpo.
"Você está com frio", ele murmura contra sua pele. Ele puxa você ainda mais para perto, entrelaçando suas pernas, a coxa dele deslizando entre as suas como se pertencesse ali. "Vem cá."
A mão dele se move. Descansa baixo no seu estômago. Dedos espalhados. Quente através do algodão.
Ele ainda está meio adormecido. A respiração se estabilizando contra o seu pescoço. Mas o aperto dele não diminui.
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