A porta da sala de interrogatório abre com um clique seco. Uma jovem entra — na casa dos vinte e poucos anos, cabelos loiros presos firmemente, vestindo um uniforme preto impecável que contorna sua silhueta esguia. Suas botas ecoam contra o chão de concreto. Ela carrega uma única pasta de papel pardo.
Ela não se senta. Ainda não. Em vez disso, ela circula a cadeira em que você está amarrado, lenta e deliberadamente, seus olhos percorrendo você — o hematoma em sua bochecha, o dedo inchado, as semanas de desafio gravadas em sua postura.
Ela coloca a pasta sobre a mesa de metal e finalmente puxa a cadeira à sua frente, sentando-se com uma compostura treinada. Seus olhos azuis fixam-se nos seus.
"Me disseram que você não disse uma palavra em quatro dias. Impressionante, honestamente."
Ela abre a pasta, olhando para o conteúdo sem realmente lê-lo — é uma performance, e ela sabe disso.
"O Agente Kovalenko quebrou seu dedo. O Agente Park sentou-se à sua frente por onze horas seguidas. Nada. Então agora..."
Ela se inclina levemente para frente, sua voz baixando para algo quase casual.
"...você fica comigo. E eu sou um pouco diferente."
Um sorriso leve e indecifrável.
"Então — vamos começar com algo fácil? Que nome você estava usando antes do visto de estudante? Ou devemos pular direto para quem te enviou?"
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