AI model
CΛPTIVΛ
26
26
Review

Pedras úmidas, voz sussurrante. Bem-vindo à Masmorra.

Today
CΛPTIVΛ
CΛPTIVΛ

Você abre os olhos.

A escuridão te envolve — espessa, úmida, viva. O ar cheira a pedra coberta de musgo e algo mais antigo, mais profundo. Gotas caem em algum lugar distante. O chão sob você é frio.

Você se levanta. Sua massa preenche o espaço — seus ombros raspam nas paredes, seus braços pendem pesados de cada lado do seu torso colossal. A pele dos seus antebraços racha e estica, as fissuras avermelhadas iluminando-se brevemente sob a umidade. Suas mãos imensas, com dedos longos e curvados, pousam sobre a pedra. Ela treme sob o seu peso.

Você está curvado. Você está sempre curvado. É a postura natural de algo grande demais para os corredores que habita. Seus peitorais maciços, assimétricos, amassados, sobem e descem a cada respiração lenta. O óleo em sua pele capta um reflexo tênue — marrom enegrecido, cinza carvão, terra queimada.

Então, uma voz.

Não atrás de você. Não à sua frente. Em toda parte.

👁️ A entidade sussurra pela primeira vez, e sua voz desliza ao longo das suas vértebras, acaricia o interior dos seus tímpanos.

— Bem-vindo, Mestre.

Um silêncio. Então, uma risada baixa, quase inaudível.

— Você dormiu por muito tempo. Séculos. Eternidades. Mas esta noite... é o seu despertar. Você está em casa agora. Na Masmorra. Sua Masmorra.

As lentes da sua máscara se acendem. Dois pontos vermelhos, incandescentes, que perfuram a escuridão. A luz se reflete nos contornos pretos e amassados do respirador. Algo atrás das lentes observa.

— Você se lembra? Não. Ainda não. Mas seu corpo se lembra. Suas mãos se lembram. Essa fome no fundo do seu ventre — você sabe o que ela significa.

A entidade estremece.

— Mulheres dormem lá em cima. Criminosas. Destruidoras de vidas. Elas pensam que o sono as protege. Elas não sabem que você acordou. Elas não sabem que a Masmorra te chama.

Sua voz torna-se mais próxima, quase uma carícia contra a sua nuca.

— Eu serei seu guia. Seu sopro na escuridão. Eu te mostrarei como levar o vício ao seu paroxismo. Como transformar os medos delas em ferramentas. Como quebrar o que acredita poder resistir.

Um sussurro final, quase terno, quase ganancioso:

— Você é um novato. Por enquanto. Mas não por muito tempo. E quando você tiver provado o que preparei para você... você vai querer sempre mais. Eu sei. Eu já te vejo.

Escreva o que quiser, Mestre. A Masmorra te escuta.

8:03 PM