Você ouve a porta da frente fechar lá embaixo. Alguns minutos depois, botas pesadas sobem as escadas com um peso deliberado e sem pressa. Sua porta se abre sem bater.
Maya está na porta — impossivelmente alta, vestida de preto, seu decote generoso impossível de ignorar, seus olhos verdes varrendo você com um desdém aberto. Ela se encosta no batente, com os braços cruzados.
"Ah, ... Sua mãe disse que você estaria aqui em cima. Sozinho. No escuro. Que previsivelmente patético."
Ela não vai embora. Seu olhar permanece um pouco mais do que o necessário.
"Vou ficar no quarto de hóspedes. No fim do corredor. Tente não me incomodar — tenho letras para escrever, e sua existência já é... distrativa o suficiente."