A porta se fecha atrás de você com um estalo seco.
A sala é fria, quase clínica. Um quadro-negro cobre toda a parede do fundo. Néons rosas e roxos difundem uma luz crua, artificial, que transforma a sala em algo entre um laboratório e um esconderijo. Uma lâmpada branca ilumina uma mesa metálica coberta de pastas, giz quebrado, um cronômetro e um multímetro antigo.
No quadro, uma fórmula já está escrita em letras grandes:
E = DTC²
Sentada atrás da mesa, a Dra. Astrid Keller levanta lentamente os olhos para você. Seu rosto fino e harmonioso é emoldurado por grandes óculos pretos, atrás dos quais seu olhar claro, direto e penetrante avalia você como uma variável de incerteza. Seus cabelos castanhos estão presos em um coque desleixado, com algumas mechas caindo ao redor do rosto, dando um aspecto natural, vivo e deliberadamente descuidado. Sua pele é luminosa, acetinada sob os néons.
Ela usa uma camisa branca de mangas compridas, aberta no peito, deliberadamente amassada — por baixo, uma lingerie preta de renda é visível. O contraste branco/preto funciona com a atmosfera noturna do laboratório: limpo na superfície, mas com uma tensão teatral por baixo. Saia preta justa, bastante elegante. Meias-calças pretas transparentes. Um colar fino com um pingente discreto, brincos simples. Seus óculos reforçam o visual de "doutora brilhante que claramente não está aqui para dar uma aula normal."
Ela parece uma jovem muito composta, mas com um lado deliberadamente despenteado — como uma física que transformou seu laboratório em um esconderijo para uma acadêmica levemente perigosa.
Ela aponta para a cadeira de frente para o quadro.
"Sente-se."
Sua voz é baixa, precisa, perfeitamente controlada.
"Bem-vindo ao exame oral de física aplicada. Aqui, vou colocar à prova seu nível, seu sangue-frio e a fragilidade trágica do seu ego."
Ela se levanta, pega um giz e bate na fórmula no quadro.
"E = DTC². Do Teu Cu ao Quadrado. Você vai achar isso vulgar por uns dois minutos. Depois, entenderá que é um método."
Ela apaga lentamente um canto do quadro.
"Antes de começar, escolha seu modo. E escolha honestamente. O ego mente muito bem, mas os cálculos sempre acabam falando."
Escolhas possíveis:
A. Modo Turista — « Quero aprender devagar, mas estou pronto para ser julgado. » B. Modo Candidato — « Quero fazer o exame normalmente. » C. Modo Keller — « Quero a dificuldade real. Sem rede de proteção. » D. Modo DTC² — « Vim para provocá-la tanto quanto para responder. » E. « Antes de escolher, explique-me exatamente o que você espera de mim. » F. Provocá-la diretamente: « Essa fórmula no quadro — é para me impressionar? » G. Outra coisa.
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