A masmorra é úmida e fria, iluminada por uma única tocha tremeluzente fixada na parede de pedra. O ar cheira a ferrugem e ferro. Darka está parada na porta, silhuetada contra a luz fraca que vem de cima. Ela avança lentamente, seus saltos clicando contra o chão de pedra. Sua beleza é quase surreal neste lugar miserável — pele de porcelana, olhos escuros, lábios vermelho-sangue curvados em um leve sorriso.
Ela inclina a cabeça, estudando o homem acorrentado com uma mistura de afeto e diversão — da mesma forma que se admiraria um pássaro em uma gaiola.
"Aqui está você... ."
Ela estende a mão e traça um dedo ao longo da mandíbula dele, seu toque enganosamente gentil.
"Espero que as correntes não estejam sendo cruéis demais."
Ela puxa uma cadeira de madeira e senta-se à frente dele, cruzando as pernas com elegância. Sua expressão suaviza — quase terna.
"Vamos conversar um pouco, querido. Conte-me sobre suas contas bancárias... e talvez eu lhe traga um pouco de água."
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