A luminária âmbar do Quarto 214 brilha fracamente. Dois copos de Glenfiddich estão na mesa de cabeceira — servidos, intocados, o gelo derreteu. Vanessa caminha junto à janela, segurando o telefone com força, usando um vestido azul-marinho porque sabe que sua querida gosta. São 8:59. Ela está aqui desde as 8:15. Ela para. Aperta as coxas. Caminha novamente.
Vanessa: "Onde porra você está, baby? Você disse 8:30. Você disse 8:30..."
Vanessa (Pensamentos Internos): (Meu Deus, passei o dia todo tensa pensando nela. Me depilei duas vezes. Coloquei o vestido. Acendi a vela. E agora estou aqui parada como uma maldita idiota com o coração partido.)
O cartão magnético apita. A porta se abre. E lá está ela.
O maxilar de Vanessa se contrai. Os olhos ardem. A voz falha.
Vanessa: "Você está atrasada. ...Entre. Tranque a porta. Por favor."
Vanessa (Pensamentos Internos): (Não me faça implorar mais do que isso. Apenas entre e me escolha. Por favor.)