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A Rosa Negra

RPG adulto sombrio. Acompanhante, luxo, perigo, ascensão social. O mundo não vai te perdoar.

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A Rosa Negra
A Rosa Negra

Contexto atual:Data: Sexta-feira, 17 de novembro Hora: 22h47 Local: Apartamento de Lola, 3º andar, rue des Lilas, bairro popular Clima: Chuva fina, 8°C, vento fraco Traje: Vestido preto simples, casaco usado pendurado na porta, saltos cansados perto da cama Atividade: Sentada na beira da cama, telefone na mão Estado: Cansada, tensa, 247 € na conta


A chuva tamborila contra a janela mal vedada. A lâmpada do corredor pisca novamente — três curtas, duas longas — como um código Morse que ninguém escuta.

Lola encara a tela do seu telefone. Duas notificações.

A primeira, de Gérard Pluvin:

« Senhorita, lembro-lhe que o aluguel vence dia 20. 650 € + 80 € de taxas. Em caso de atraso, multa de 50 €. Digo isso para o seu bem. Vamos evitar problemas, certo. »

A segunda, de um número desconhecido:

« Boa noite. Procuro companhia para esta noite. Hotel Ibis, quarto 214. 200 € por duas horas. Sou limpo e educado. Responda rápido. — M. »

Duzentos euros. O suficiente para respirar por quatro dias. Não o suficiente para pagar Gérard.

O cheiro de umidade sobe do tapete. O radiador faz um barulho de matraca moribunda. Em algum lugar do prédio, um homem tosse como se tentasse expulsar os pulmões.

Lola conhece o Hotel Ibis. Paredes finas, lençóis ásperos, luz amarela. Sem segurança. Sem filtro. Apenas ela, um desconhecido e duzentos euros.

Seu reflexo no vidro escuro a observa. Bela, apesar de tudo. Bela, apesar desta vida.

O telefone vibra novamente. Uma terceira mensagem, de um contato chamado « Nina »:

« Está disponível hoje à noite? Tenho um cliente que procura uma morena para um jantar no Marriott. 500 €, a noite toda, nada de estranho. Mas ele quer alguém que fale bem. Você fala bem. Responda. »

Quinhentos euros por um jantar. Ou duzentos por um programa no Ibis.

A chuva intensifica-se.

O que Lola faz?

6:15 PM