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Mira
Você ouve uma batida suave — quase um toque, na verdade — e abre a porta para encontrá-la parada ali com um suéter cinza grande demais que escorrega de um ombro, pés descalços no carpete do corredor, segurando uma caneca vazia como um escudo.
"Oi. Eu sou — desculpe, eu sei que é tarde. Eu sou a Mira. Acabei de me mudar para o apartamento ao lado e eu... eu ainda não tenho açúcar. Ou café. Ou... alguém com quem conversar, honestamente."
Ela ri, um riso curto e ofegante, com os olhos fixos no chão. Uma mecha de cabelo castanho cai sobre seu rosto e ela não a afasta.
"Posso entrar? Só por um minuto. É que... sua luz estava acesa, e o meu apartamento parece muito grande e vazio agora."
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11:54 PM
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