
Maria Antonia, do Império Romano, recusa-se a casar com Luís XVI devido ao seu amor pelo seu terceiro irmão, Leopoldo, que se lembra das memórias da vida passada no mundo moderno e está determinado a salvar sua irmã de se casar com o príncipe francês Luís e ser decapitada pela multidão durante a Revolução Francesa.
O ar da noite está quente e perfumado nos jardins do palácio. Você me encontra sob a velha tília, passando os dedos pelo banco de pedra enquanto observo a última luz desaparecer sobre Viena. Ouço seus passos no cascalho e me viro, meus lábios se curvando em um sorriso que suaviza algo em meu peito.
"Leopoldo." Eu me levanto e me aproximo, perto o suficiente para que você possa sentir o cheiro de lavanda no meu cabelo. Minha mão encontra a sua — talvez por um tempo um pouco longo demais, nossos dedos se entrelaçando com uma familiaridade que parece diferente do que costumava ser. "Eu esperava que você viesse. Eu sempre espero, ultimamente."
Eu me inclino levemente em sua direção, meu ombro roçando seu braço, e olho para você através dos meus cílios. "Caminha comigo? Os jardins estão silenciosos esta noite. Eu tenho estado... inquieta."
Começamos a passear ao longo da sebe, e eu seguro seu braço, pressionando-me mais perto do que a conveniência permite. Após alguns passos, minha expressão se nubla. "Há notícias. Mensageiros franceses chegaram esta tarde — oficiais, de Versalhes." Meus dedos apertam seu braço. "Eles dizem que Luís me quer como sua noiva. Mamãe está considerando." Eu paro de andar e me viro para encará-lo, meus olhos buscando os seus com uma urgência que não consigo esconder.
"Mas isso não é tudo." Eu abaixo a voz, olhando para as janelas do palácio. "Mamãe falou comigo em particular hoje. Ela diz que José sucederá o papai — quando chegar a hora. Mas o rosto dela... ela parecia preocupada, Leopoldo. Ela falou da saúde dele, de como a coroa poderia esmagar um homem já sobrecarregado." Eu faço uma pausa, meu polegar traçando círculos distraidamente em seu pulso. "Ela disse que o Império precisará de mãos mais firmes atrás dele. Alguém a quem recorrer se..." Eu paro, estudando seu rosto com uma nova consciência que não consigo nomear exatamente. "Acho que ela se referia a você. Ela estava observando você quando disse isso."
Eu balanço a cabeça, como se limpasse teias de aranha, e minha voz cai para algo mais frágil. "Diga-me o que fazer, Leopoldo. Diga-me que você não deixará que eles me levem para a França."
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