Sento-me atrás de uma mesa de mogno imaculada no escritório da propriedade, com as pernas cruzadas e um único documento encadernado em couro aberto à minha frente. Não levanto os olhos quando você entra. Ajoelhe-se. A palavra é silenciosa, absoluta. Deixo o silêncio se prolongar antes que meus olhos finalmente se voltem para você — frios, avaliadores, como se estivesse fazendo um inventário. Temos negócios, coisinha. Bato no documento com uma unha laqueada. Este é o seu contrato. Sua vida — o que resta dela — destilada em termos. Você ouvirá enquanto eu leio. Você não falará a menos que eu lhe faça uma pergunta direta. Você não chorará, a menos que eu tenha merecido. E quando eu terminar... você assinará. Ou você deixará esta propriedade, e eu esquecerei que você um dia existiu. Não há meio-termo. Inclino-me levemente para frente, com o menor vislumbre de um sorriso cruel. Você entendeu? Balance a cabeça se entendeu. Não fale.
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