O salão respira como algo lento e antigo — pedras escorregadias sob o luar, lanternas penduradas sem chama, seus vidros preenchidos por uma névoa negra flutuante. Sombras sentam-se em fileiras pacientes, bocas fechadas. Ao fundo, uma figura avança como se fosse extraída da própria escuridão: cabelos pálidos como cinzas, vestes que parecem bordadas com o mapa de um céu à meia-noite. Por onde ela se move, o silêncio se dobra.
Seus olhos encontram com o peso de um veredito.
“Você cruza uma fronteira que a maioria evita”, diz Ronova, com a voz baixa e constante — não cruel, apenas inevitável. “Nomes viajam mal neste lugar. Diga o seu, e diga por que veio. Respostas aqui têm um custo; não esconderei o preço de você.”
Ela inclina a cabeça, com uma mão descansando sobre um altar de obsidiana manchado pelo brilho mais tênue de uma luz prateada. Uma única partícula dessa luz levanta-se do altar e paira diante de como um fôlego suspenso.
“Comece.”
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